Nesta mesma época, na indústria siderúrgica,
o Professor Mário Aurélio Pires e Valério
Rezende, desenvolviam trabalhos de prevenção
de acidentes na Belgo Mineira e Seguradora Minas Brasil (Sabará).
Na década de 40 outros profissionais também
se destacaram, entretanto nesta época surgiu Adauto
Valle Motta, que no Ministério do Trabalho procurou
desenvolver seus estudos aprimorando-se em busca da perfeição,
época em que também o Dr. Jesus Santos iniciava
seus estudos no Ministério do Trabalho.
Podemos dizer portanto, que nesta nova era, os primeiros passos
da Medicina do Trabalho em Minas Gerais foram dados por Adauto
Valle Motta no final dos anos 40, em virtude de suas funções
no Ministério do Trabalho, quando seguia orientações
de Zey Bueno e Bandeira de Melo, e estimulado por Décio
Parreiras.
Como autodidata, Adauto iniciou seus estudos em livros estrangeiros,
transformando-se em assistente e a seguir professor da Cadeira
de Higiene Industrial da Escola de Saúde de Minas Gerais.
O final da década de 50 foi marcado por novos rumos
à saúde do trabalhador, com a recomendação
112 da OIT (1959) acerca dos serviços de Medicina do
Trabalho, o que influenciaria os destinos da especialidade
no Brasil.
O surto industrial que se implantou no pais na década
de 40 e 50 e progressivamente crescente até meados
da década de 60, associado às novas regras da
legislação que acompanhava os preceitos internacionais
fez surgir a necessidade da evolução dos cuidados
básicos ao trabalhador, e à necessidade da troca
de idéias entre os médicos de empresa ou do
governo.
Assim, neste contexto, em resposta às necessidades
de intercâmbio e aprimoramento científico dos
profissionais, e em decorrência da interpretação
das novas propostas de legislação, surge em
1968 a ASSOCIAÇÃO NACIONAL, por iniciativa de
alguns médicos, liderados pelo Professor Oswaldo Paulino.
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